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Analisando o que o fluido da transmissão automática tem a nos revelar
12/09/2016

Analisando o que o fluido da transmissão automática tem a nos revelar;

O fluido novo de transmissão é usualmente transparente, e relativamente sem cheiro ou com um cheiro levemente característico. Até a poucos anos atrás, virtualmente todo fluido de transmissão automática era de coloração vermelha. Os técnicos reparadores de transmissões automáticos descreviam corretamente a cor do fluido como sendo de cor cereja. Atualmente os fluidos ATF (fluido de transmissão automática) podem der verdes, amarelos e alguns até mesmo de cor azul, como é o caso do fluido para as transmissões Mercedes mais modernas. Mas para cada caso, fluido limpo tem de parecer limpo. Portanto, verificando a cor do fluido e seu estado geral, e cheirando-o levemente, é uma maneira certa de se determinar se a transmissão sob diagnósticos está em boa forma ou necessita de serviço.

Algumas condições básicas a analisar;

Nível 1 – fluido limpo e claro, virtualmente sem cheiro de queimado. O fluido parece novo, as chances são que a transmissão esteja operando corretamente. Verifique a quilometragem ou o tempo em que o fluido foi trocado ela última vez para determinar quando realizar uma nova troca.

Nível 2 – fluido levemente amarronzado, com um leve odor de queimado. O fluido está começando a se deteriorar, e é provavelmente pelo tempo de uso ou condições mais severas de utilização. Se o fluido de sua transmissão automática não foi totalmente reposto na última troca, considere a possibilidade de troca-lo assim que for possível. O filete do óleo quando removido da transmissão e depositado em um recipiente adequado, deve mostrar que não existem partículas de carvão ou material solido em suspensão no fluido. Embora a coloração do fluido tenha se alterado com o trabalho, o filete de óleo deve permanecer translucido e não opaco.

Nível 3 – fluido preto, com cheiro de queimado acentuado. O fluido esta severamente queimado, com matéria solida e com certeza a transmissão já passou do ponto de uma simples troca de fluido, com certeza a transmissão apresentará trancos, patinações e mudança de comportamento quando fria e quente. Uma troca de óleo nessa altura será um completo desperdício de tempo e dinheiro.

Nível 4 – fluido opalescente de cor leitosa. Quando o fluido se apresentar nessas condições, é evidencia de que houve intrusão de água na transmissão. Neste caso deve-se procurar a causa da entrada de água, que normalmente é causada por enchente ou trocador de calor danificado e substituir o que for necessário. Nunca se deve recomendar apenas uma troca de fluido numa transmissão que recebeu água, pois os componentes internos da mesma já estão em processo de deterioração e não durarão muito tempo, mesmo trabalhando com fluido novo. A água danifica os eixos e pistas de rolamentos, solenoides, vedadores, juntas, etc. e a despesa gasta com fluido novo não será recuperada quando a transmissão vier a falhar.

Vale lembrar que um trocador de calor danificado frequentemente tem uma causa mais profunda, ou seja, é apenas a consequência de um sistema de arrefecimento em mau estado, sem manutenção periódica.

 

 

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